O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (22) que permitir ao Irã controlar o Estreito de Ormuz criaria um precedente perigoso. A declaração foi feita diante de chanceleres do Sudeste Asiático, durante reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Manila, nas Filipinas.
Segundo Rubio, as repercussões de tal medida iriam além do Oriente Médio. “Se criarmos um precedente no Oriente Médio em que um Estado nacional pode decidir controlar uma rota marítima internacional, cobrar pedágio e destruir seus navios se não pagarem, teremos criado um precedente extremamente perigoso, que se repetiria em outras partes do mundo”, advertiu o secretário aos ministros da Asean.
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. A região tem sido foco de tensões entre o Irã e potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, devido a ameaças de Teerã de bloquear a via marítima em resposta a sanções ou conflitos regionais.
Contexto regional
A reunião da Asean em Manila ocorre em um momento de crescente atenção internacional para a segurança das rotas marítimas. O governo americano tem reforçado a importância de manter a liberdade de navegação em pontos críticos como Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.
Rubio não detalhou quais medidas os EUA poderiam tomar para evitar que o Irã assuma o controle do estreito, mas a declaração reforça a posição de Washington contra qualquer tentativa de Teerã de restringir o tráfego marítimo na região.
