O diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, classificou como positivo o ciclo de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. A declaração, no entanto, contradiz os números obtidos pela equipe durante o período.
Ancelotti, que recebe um salário de R$ 5 milhões, encerrou sua passagem com 64,7% de aproveitamento. O contrato do técnico foi renovado até 2030. Em comparação, Tite deixou o cargo com mais de 80% de rendimento e foi alvo de forte pressão da torcida e da imprensa.
Um dado chama a atenção na análise do desempenho da equipe. Na eliminação para a Noruega, o Brasil terminou a partida com apenas 34% de posse de bola. O adversário, uma seleção de nível inferior no cenário europeu, dominou o jogo contra a equipe brasileira.
Os números indicam uma queda no padrão de desempenho. O trabalho de Ancelotti terminou com aproveitamento inferior ao do antecessor e uma eliminação marcada pelo domínio do adversário. Mesmo assim, a CBF optou pela renovação do contrato até 2030, com um dos maiores salários do futebol mundial.
Rodrigo Caetano tem o direito de defender o trabalho do técnico. No entanto, os dados mostram uma realidade diferente da apresentada pelo diretor. O torcedor acompanhou os jogos e viu o desempenho da equipe em campo.
