O pregador católico e terapeuta Anderson Reis saiu em defesa do curso “O Farol e a Forja”, do ator Juliano Cazarré, que gerou polêmica nas redes sociais nas últimas semanas. A iniciativa, que aborda masculinidade e cristianismo, foi criticada por artistas como Marjorie Estiano e Elisa Lucinda, que apontaram que o projeto reforça discursos de violência de gênero.
Em entrevista, Reis, que estuda o comportamento masculino, classificou o curso como “uma das iniciativas mais necessárias em nosso tempo”. Segundo ele, o título “Farol” representa direção, e os homens teriam perdido essa direção na vocação para a família. O terapeuta afirmou que, em sua prática, observa mulheres reclamando de maridos envolvidos em vícios como jogos, celular e pornografia, o que compromete o diálogo e a vida conjugal.
Reis destacou que a raiz de muitos problemas masculinos está na ausência de uma boa paternidade. “O homem precisava de um pai presente”, disse. Ele explicou que, sem referências, o homem cede aos poucos até não saber mais quem deveria ser. Em seu trabalho, o terapeuta busca ajudar os pacientes a se reordenarem para o amor e a curarem feridas da falta de paternidade.
O pregador também compartilhou sua história pessoal. Abandonado pelo pai aos três anos, sofreu abuso sexual e desenvolveu um vício em pornografia. Ele repetiu oito anos na escola e foi expulso de seis instituições. A conversão, impulsionada pelas orações da mãe, transformou sua vida. Reis passou a estudar teologia, filosofia e psicologia, tornou-se missionário e hoje é casado e pai de cinco filhos.
Para ele, a crise atual entre os homens se manifesta em vícios, depressão e suicídio, resultando em famílias desestruturadas. “Você foi feito para amar de verdade”, concluiu, incentivando os homens a buscarem Deus, disciplina e a amarem suas famílias. O terapeuta oferece consultas e pode ser contatado pelo telefone (11) 98730-1116, com a secretária Thaís Reis, ou por suas redes sociais, como Instagram (@andersonpregador) e YouTube (Anderson Reis oficial).
