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Lula recua de programa para devolução de celulares roubados

Lula recua de programa para devolução de celulares roubados

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (21) que recuou do anúncio de um programa para a devolução de celulares roubados ou furtados no país. Ele disse que a intenção não é prejudicar pessoas que adquiriram o aparelho sem saber que ele era proveniente de crime.

O petista disse que a medida seria apresentada na semana passada, mas que o governo segue em busca de uma solução para o problema. O governo possui um cadastro de 2,5 milhões de aparelhos declarados como furtados ou roubados, disse o presidente.

A ideia da gestão era encaminhar uma mensagem ao aparelho cadastrado para que o usuário o devolvesse em uma delegacia, sem responsabilização criminal. Caso isso não ocorresse, o receptador também poderia ser indiciado.

“Eu pensei: pera aí, tem muita gente que está com esse telefone que comprou na boa fé. Como é que eu vou fazer para uma pessoa que comprou por R$ 2.000, R$ 2.500 entregar seu telefone sem receber nada [em troca]?”, disse Lula em agenda no Espírito Santo.

O programa citado pelo presidente se assemelha a um que virou a principal vitrine do atual secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, quando ele ocupava a pasta no Governo do Piauí. No estado, além de convocar o usuário do aparelho ilegal para devolvê-lo, o governo também monitora e busca celulares que não são retornados.

O petista disse que a medida foi descartada porque ele colocou o cidadão em primeiro lugar. Pesquisa Datafolha do ano passado mostrou que três em cada cinco brasileiros evitam usar o telefone nas ruas da própria cidade por medo de assalto.

“Eu só quero prejudicar quem roubou, a loja que compra e vende, mas eu não quero prejudicar a pessoa que, inocentemente, por necessidade, comprou. Então isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial”, disse Lula.

A segurança pública é a área que lidera a lista de pior avaliação do governo, segundo o último levantamento Datafolha, e deve ser um dos temas mais explorados pela oposição na campanha deste ano. Em uma tentativa de reação às críticas, Lula sancionou neste mês uma lei que endurece as penas para roubos, furtos e fraudes cometidos no ambiente digital. Ele também prepara um pacote de quase R$ 1 bilhão em ações para segurança pública.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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