A safra agrícola de 2026 deve totalizar um recorde de 350,4 milhões de toneladas, uma alta de 1,2% em relação a 2025. O resultado equivale a 4,3 milhões de toneladas a mais.
Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação ao levantamento de abril, a safra de 2026 será 0,5% maior, 1,7 milhão de toneladas a mais.
De acordo com o IBGE, a área a ser colhida na safra agrícola de 2026 deve alcançar 83,2 milhões de hectares, 1,6 milhão de hectares a mais que o desempenho de 2025, um aumento de 2,0%.
Em relação ao levantamento de abril, houve uma redução de 110,463 mil hectares na estimativa da área colhida, ligeira queda de 0,1%.
Quanto aos principais produtos, são esperados aumentos na área colhida para as seguintes culturas: de 1,1% na soja; de 3,3% na do milho (aumentos de 10,7% no milho 1ª safra e de 1,5% no milho 2ª safra); e de 9,3% na do sorgo.
Na direção oposta, há projeção de declínios de 5,0% na área do algodão herbáceo; de 11,6% na do arroz em casca; e de 4,4% na do feijão.
As estimativas do IBGE indicam que o crescimento da safra de 2026 será puxado principalmente pelo aumento na área plantada, já que a produtividade média das lavouras deve se manter estável. O recorde de produção representa um alívio para o setor agrícola, que enfrentou desafios climáticos em anos anteriores. Os números finais da safra de 2025 ainda serão consolidados, mas a expectativa é de que o resultado de 2026 confirme a tendência de expansão da agricultura brasileira.
