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Delúbio nega que candidatura seja para resgatar imagem

Delúbio nega que candidatura seja para resgatar imagem

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, de 70 anos, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. Em entrevista, ele disse que a motivação é ampliar a bancada do partido em Goiás. Outros condenados no mensalão, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado João Paulo Cunha, também devem tentar vagas na Câmara dos Deputados.

Delúbio foi preso duas vezes e nega as acusações. Ele se refere ao mensalão como “ação penal 470”, número do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a denúncia foi o início de uma perseguição política ao PT. Embora negue o pagamento de mesada a deputados, ele admite a existência de caixa dois em campanhas e assumiu a responsabilidade por essa prática. Ele cumpriu mais de dois anos de prisão e recebeu indulto em 2016.

Em 2018, foi condenado pela Lava Jato por empréstimos fraudulentos, mas a prisão foi revogada em 2019. Em 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a sentença, determinando que o caso deveria ter tramitado na Justiça Eleitoral. Delúbio afirma que não fez nada de errado e diz não guardar mágoas, nem mesmo de sua expulsão do PT entre 2005 e 2011. Ele foi recebido publicamente pelo presidente Lula em um evento do partido em agosto de 2025.

Delúbio defende que sua candidatura é para ajudar Lula a governar e aumentar a bancada progressista de Goiás. Entre suas pautas, estão melhorias na energia elétrica, transporte e educação. Ele propõe um fundo soberano para a educação básica e defende que o governo federal assuma a educação infantil e o ensino médio. Sobre a negociação com o Congresso, ele afirma que os deputados votam de acordo com os interesses de quem os financiou.

O ex-tesoureiro diz que, mesmo expulso do PT, não quis se filiar a outros partidos por ser um dos fundadores da legenda. Ele acredita que a reeleição de Lula é vital para o país e defende que a vitória ocorra no primeiro turno. Delúbio também comentou sobre a formação de novas lideranças, afirmando que o PT sofreu desgaste com os escândalos, mas que o partido busca renovação com a juventude.

Ele nega que o retorno de ex-condenados às urnas seja uma forma de justiça. “Não estamos voltando para ter resgate de nada”, disse. Para ele, a candidatura é uma oportunidade de participar do debate político e explicar sua versão dos fatos, algo que, segundo ele, não pôde fazer na época do mensalão. Delúbio afirma não se arrepender de ter assumido a responsabilidade pelo caixa dois, pois não vê crime em suas ações.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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